“A paixão pelo futebol nunca me deixou desistir”, declara Luana, atacante do Internacional.

“A paixão pelo futebol nunca me deixou desistir”, declara Luana, atacante do Internacional.

7 de julho de 2019 0 Por Jogando Com Elas

(Foto: S.C. Internacional)

 

Luana cedeu entrevista para o Jogando Com Elas, falou sobre o início da carreira e deu recado para as meninas que querem investir no esporte.

 

Luana Spindler, 27 anos, atacante que atualmente joga no Internacional (RS). Gaúcha de Cachoeirinha, a atleta foi artilheira do 3B, do Amazonas, no ano passado com 12 gols pela série A2 do Campeonato Brasileiro de futebol feminino.

Luana que já passou por clubes como 3B, Hanghzou Greentown (China), UDG Tenerife (Espanha), Incheon Hyundai (Coréia do Sul), Atlético-MG, ela descobriu sua paixão pelo futebol quando ainda criança: “Eu sempre joguei na rua com a molecada, então aos 14 anos eu fiz um teste no Juventude, passei e desde então eu estou na luta (risos)” conta.

A jogadora também menciona que o apoio da família foi fundamental para que ela não desistisse do esporte: “Minha família me deu o suporte necessário para eu seguir em frente” diz. Mas nem tudo foi fácil pra Luana, o futebol feminino, apesar de estar em ascensão, ainda gera olhares estranhos, mas quando Luana começou a jogar futebol o preconceito era um pouco mais descarado: “Quando eu era pequena, sofria preconceito na rua e na escola, alguns meninos não me chamavam pra jogar, por preconceito e por não aceitar que eu jogasse mais do que eles.” destaca.

Desistir da prática, mesmo com o amor ao esporte, faz parte da rotina de muitas jogadoras e com Luana não foi diferente. Ela afirma que há momentos que realmente são difíceis, mas a paixão ao futebol acabou a fazendo voltar aos gramados e conseguir grandes vôos. Desses grandes momentos da carreira de Luana ela destaca: “O mais marcante, com certeza foi quando consegui chegar à Seleção Brasileira sub-17 e sub-20”.

Quando chegou o momento de ir ao exterior, a atacante encontrou dificuldades e relata que a primeira experiência fora do Brasil “não foi das melhores”: “Passei muita dificuldade, com o idioma, a cultura, a alimentação, sofri bastante. Mas os clubes estrangeiros investem mais nas atletas, mas em questão de estrutura, hoje, o que me é proporcionado pelo Internacional é igual, ou até melhor do que alguns clubes que passei fora do país” desabafa Luana.

Luana avalia o futebol feminino atual como uma modalidade com mais incentivo. Os clubes agora precisam ter times femininos e mesmo que a decisão tenha vindo de uma exigência, ela e demais atletas acreditam que a decisão veio para somar e aumentar a visibilidade e o crescimento.

E por fim Luana deixa um recado para as mulheres que desejam seguir na carreira esportiva:

“Apesar das dificuldades e obstáculos a serem enfrentados acredito que vocês precisem acreditar nos seus sonhos e seguir em frente não deixando que nada ou ninguém os faça desistir”.