“Acreditem em suas capacidades e corram atrás dos seus sonhos”: Bianca Cavalcanti, em entrevista para o Jogando Com Elas.

“Acreditem em suas capacidades e corram atrás dos seus sonhos”: Bianca Cavalcanti, em entrevista para o Jogando Com Elas.

22 de outubro de 2018 Off Por Jogando Com Elas

Em conversa exclusiva para o site, atacante do Sport contou mais sobre sua carreira e o cenário do futebol no Brasil.

A atacante do Sport, Bianca Bezerra Cavalcanti, 19, conversou com o Jogando Com Elas para falar um pouco mais sobre sua paixão pelo futebol, seu início na carreira e o cenário atual do futebol feminino no Brasil. Desde muito cedo, Bianca já demonstrava seu amor pelo esporte, que com 5 anos, já chutava tudo que tinha formato de bola. “Minha mãe guarda até hoje a lembrança de uma pessoa que cuidava de mim e costumava me levar ao quintal de casa para apreciar o “redondo” da lua, que me encantava”, conta a jogadora.

Bianca em treinamento da Seleção Brasileira. (Foto: Arquivo Pessoal)

Embora Bianca já demonstrasse toda sua paixão pelo futebol, ela comenta que seus pais sempre a apoiaram em todas as decisões. “Lembro de um dia quando criança, tentava fazer embaixadinhas, não conseguia e fiquei chorando, angustiada, até que minha mãe viu e diante da situação me estimulou a tentar mais e perseverar”. Alguns meses depois, Bianca entrou para uma escolinha do bairro e jogava junto com os meninos e, segundo ela, havia um tratamento diferente na escola, por ela gostar de futebol. A sua maior inspiração para seguir na carreira é saber que ela pode levar a magia do futebol por onde ela for, tendo como seu maior sonho, fazer com que o futebol feminino cresça e os talentos sejam reconhecidos e valorizados, reduzindo a discriminação social.

Perguntada sobre seu melhor momento na carreira, Bianca cita sua primeira convocação para a Seleção Brasileira Sub-17 e quando participou de um campeonato no Canadá, tendo seu nome no jornal local devido a boa atuação na partida. Mas nem tudo são coisas boas. A jogadora comentou sobre o pior momento da sua carreira, quando sofreu uma lesão e ficou praticamente um ano com insegurança para voltar aos gramados.

Bianca também avaliou o atual cenário do futebol feminino no Brasil. Segundo ela, algumas mudanças precisam ser feitas para tornar a modalidade mais atrativa para ambos os lados, como ter mais investimento, tanto do setor público como privado, além de mais divulgação, apoio familiar e, principalmente, reconhecimento. “Percebe-se que os vestígios culturais e sociais ainda influenciam nos dias de hoje nessa competição feminina”.