Amor Cruzeirense: As mulheres que não abandonam o Cruzeiro.

Amor Cruzeirense: As mulheres que não abandonam o Cruzeiro.

2 de outubro de 2018 Off Por Jogando Com Elas

O “Passando Pra Elas” é uma coluna semanal, onde abrimos espaço para mulheres, sejam elas torcedoras, jornalistas ou jogadoras, compartilharem um relato ou experiência do seu papel no cenário esportivo. Nesta semana, convidamos a cruzeirense Anna Liberato para falar sobre sua paixão pelo Cruzeiro e pelo futebol.

Confira o relato de Anna:

Anna com a bandeira da torcida organizada.(Foto: Arquivo Pessoal/Anna Liberato)

“Bom, falar do amor pelo meu time é de grande satisfação. Não sei ao certo a idade que comecei acompanhar e desenvolver essa paixão que de fato está em meu sangue. Eu devia ter sete anos de idade, aproximadamente, quando comecei a acompanhar o futebol de um modo geral, assistia jogos inclusive de times de outros estados do Brasil.

Na escola, foi aflorando meu sentimento pelo Cruzeiro, conversava com meus colegas de classe e sempre defendia o meu time do coração. Na minha casa, ninguém é ligado ao futebol, não tive influência de pai, mãe, tios, irmãs, etc. Descobri sozinha. Como minha família não gostava de futebol, só comecei a ir a campo depois de certa idade. Fui sozinha e, a partir daí, comecei a frequentar todos os jogos. Com a minha frequência ao estádio, conheci a torcida organizada Máfia Azul, e em 2005 comecei minha trajetória na torcida. Não estava mais sozinha!

No início, sofri rejeição da minha família por ser torcedora organizada. Quando criança, sofri o preconceito provindo de meu pai que disse: “Você só sabe falar de futebol, isso é coisa de menino”, o que na época me afetou bastante. Ainda hoje faço parte da Torcida Organizada Máfia Azul, consegui superar as barreiras do preconceito familiar, sou sócia ativa e participo das ações promovidas pela torcida organizada. Acompanho o Cruzeiro em caravanas, em Belo Horizonte e onde ele estiver! É meu orgulho, minha motivação, meu ideal. Um sentimento inexplicável!”