CBF retira candidatura do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2023

CBF retira candidatura do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2023

8 de junho de 2020 0 Por Jogando Com Elas

(Foto: CBF)

 

Anúncio foi feito nesta segunda-feira (8).

 

A CBF anunciou, na noite desta segunda-feira (08), que o Brasil não é mais candidato a sediar a Copa do Mundo de 2023. O comunicado aconteceu por meio de uma nota, em que a federação justifica a decisão com base em “uma combinação de fatores” encontrados “após minuciosa avaliação”.

O anúncio é decorrente da análise da FIFA sobre os documentos da candidatura brasileira. A entidade máxima do futebol mundial alega que o Governo Federal não pôde garantir todos os protocolos necessários para a realização do torneio. Além disso, terceiras partes envolvidas na organização, sejam elas públicas ou privadas, não apresentaram documentações essenciais.

A CBF ainda afirma que o governo brasileiro enviou uma carta à FIFA apoiando, institucionalmente, a candidatura, mas que não poderia assinar todas as garantias impostas pela FIFA. Uma das razões para essa impossibilidade, de acordo com a nota, é a pandemia do coronavírus.

A Confederação Brasileira garante que, saindo do pleito, apoiará a candidatura da Colômbia. Com a saída do Brasil, os colombianos são os únicos representantes da Conmebol postulantes a sediar a maior competição do futebol feminino mundial.

 

Confira a nota na íntegra:

“Após minuciosa avaliação, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu retirar a candidatura do Brasil à sede da Copa do Mundo Feminina FIFA 2023. Uma combinação de fatores levou a esta decisão, tomada com grande responsabilidade.

Análise da FIFA sobre a documentação da candidatura brasileira considerou que não foram apresentadas as garantias do Governo Federal e documentos de terceiras partes, públicas e privadas, envolvidas na realização do evento.

A CBF compreende a necessidade da FIFA de obter tais garantias e sabe que elas fazem parte do protocolo padrão da entidade internacional, sendo elemento fundamental para conferir a segurança necessária para efetiva realização de eventos deste porte.

O Governo Federal, por sua vez, elaborou para a FIFA uma carta de apoio institucional na qual garantiu que o país está absolutamente apto a receber o evento do ponto de vista estrutural, como já o fez em situações anteriores. No entanto, ressaltou que, por conta do cenário de austeridade econômica e fiscal, fomentado pelos impactos da pandemia da Covid-19, não seria recomendável, neste momento, a assinatura das garantias solicitadas pela FIFA.

Diante do momento excepcional vivido pelo país e pelo mundo, a CBF compreende a posição de cautela do Governo brasileiro, e de outros parceiros públicos e privados, que os impediu de formalizar os compromissos no prazo ou na forma exigidos.

Soma-se a isso a nossa percepção, construída durante o processo, de que o acúmulo de eventos esportivos de grande porte realizados em curto intervalo de tempo no Brasil – Copa das Confederações 2013, Copa do Mundo FIFA 2014, Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, CONMEBOL Copa América 2019 e Copa do Mundo FIFA Sub-17 2019 – poderia não favorecer a candidatura na votação do próximo dia 25 de junho, apesar de serem provas incontestáveis de capacidade de entrega.

Sendo assim, a CBF decidiu retirar a candidatura brasileira e apoiar a Colômbia na disputa para a sede da Copa do Mundo Feminina FIFA 2023. Desta forma, a CONMEBOL se apresenta com uma candidatura única, aumentando as chances sul-americanas na votação, além de reforçar a unidade que marca a atual gestão da entidade.

A CBF agradece a todas e todos que participaram da candidatura brasileira e reafirma seu compromisso com o desenvolvimento do futebol feminino no país. Um compromisso que vem sendo demonstrado tanto no fortalecimento das competições entre clubes, quanto das Seleções Nacionais. Seguimos com o objetivo de realizar uma edição da Copa do Mundo Feminina FIFA em gramados brasileiros e a trabalhar para que isso aconteça assim que possível.”