Estudo busca medidas inovadoras para evitar lesões no futebol feminino

Estudo busca medidas inovadoras para evitar lesões no futebol feminino

21 de abril de 2020 0 Por Jogando Com Elas

(Foto: Divulgação / FA Cup)

 

Dados mostram que mulheres são oito vezes mais propensas a terem lesão no ligamento cruzado anterior (LCA).

 

Após análises constatarem um aumento significativo nos números de atletas que sofrem com lesões no ligamento cruzado anterior (LCA) nas duas principais ligas de futebol feminino do país, a Associação de Futebol da Inglaterra realizou um estudo em busca de entender as causas e desenvolver medidas para resolver estes problemas. Segundo as pesquisas, as mulheres são oito vezes mais propensas a terem este tipo de lesão do que os homens, representando uma ameaça séria à carreira. 

Considerado um dos ligamentos mais importantes para a estabilidade do joelho, o ligamento cruzado anterior vem preocupando as entidades responsáveis pelo futebol inglês. Causador de graves lesões, o seu rompimento é considerado o principal problema clínico da modalidade na terra da rainha. Assim sendo, estudos que vão além de entender a gravidade desta lesão, estão sendo desenvolvidos. Um exemplo é a examinação de outros fatores que podem afetar as atletas, como a deficiência energética, uma síndrome encontrada em mulheres esportivas que apresentam sintomas de distúrbios alimentares, períodos ausentes e perda de densidade óssea

O estudo também está examinando como os hormônios flutuantes do corpo feminino, principalmente o estrogênio, podem impactar o colágeno – estrutura que fornece estabilidade a um ligamento. São considerados fatores de risco, também, as diferenças hormonais e neuromusculares, que aumentam as chances das jogadoras sofrerem lesões de LCA. Deste modo, para evitar ou pelo menos diminuir as chances destas lesões ocorrerem, estão sendo implementados padrões de controle e treinamentos para melhorar a capacidade dos músculos de trabalharem juntos.