Incerteza do futuro: a trajetória dos times da Zona de Rebaixamento

Incerteza do futuro: a trajetória dos times da Zona de Rebaixamento

9 de maio de 2020 0 Por Jogando Com Elas

(Foto: Ursula Nery)

 

Série com cinco reportagens do JCE falam sobre as primeiras rodadas do Brasileirão A1 2020.

 

Com a pausa decretada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no dia 15 de março devido a covid-19, todos os jogos previstos do Brasileirão e atividades internas dos clubes foram suspensas. A situação desconfortável é, no entanto, ainda mais complicada para os times que estão na chamada “zona da degola”, que, com campanhas não tão boas, precisaram parar seus trabalhos e a luta para deixar as últimas colocações. 

A reportagem de hoje abordará os quatro piores clubes da competição até o momento. 

 

Ponte Preta

(Foto: Ponte Press / Álvaro Jr )

 

A Macaca é, de longe, o time que mais sofreu no Brasileirão deste ano. Em cinco jogos disputados, foram 28 gols sofridos e apenas 2 marcados. A “menor” goleada que sofreu foi para o Flamengo, quando perdeu de 3×0, enquanto a maior foi aplicada pelo Minas Icesp, quando a equipe de Campinas perdeu por 7 a 0. Todas essas derrotas não aconteceram por acaso, afinal, o futebol feminino da Ponte Preta está passando por uma reformulação. Do time que disputou o Campeonato Brasileiro em 2019, apenas uma jogadora continua no elenco: a lateral-esquerda Bruna Barbosa. Outro fato que pode ter prejudicado as meninas da Ponte é que seu mando de campo foi mudado nessa temporada. Agora, elas jogam no Moisés Lucarelli, depois de ter participado de um projeto local. Fato é que, as alvinegras estão na lanterna da competição sem nenhuma vitória ou ponto conquistado, precisando quase de um milagre para escapar da queda para a segunda divisão. 

 

Vitória

(Foto: Divulgação / Palmeiras)

 

A participação do Vitória no Campeonato Brasileiro em 2020 está sendo para esquecer. O rubro-negro usou atletas em sua maioria com idade inferior a 18 anos, por conta de dificuldades financeiras. A base do grupo é formada por garotas da equipe sub-16, que terminaram em quarto lugar na competição da categoria e atletas que passaram em uma peneira no ano passado. Em cinco rodadas em que o clube disputou no Brasileirão A1, foram 5 derrotas, 20 gols sofridos e nenhum marcado – o que dificulta, e muito, as chances de permanência na elite nacional em 2021. 

 

Audax

(Foto: Divulgação / Audax-SP)

 

Desde 2017, quando encerrou sua parceria com o Corinthians, as garotas do time do interior de São Paulo não vivem um bom momento. Assim como no futebol masculino, o Audax não é um clube de tradição, o que gera, na maioria das vezes, falta de receita – tanto é que, nas últimas semanas, repercutiu a forma como foi utilizado o auxílio dado pela CBF aos clubes do futebol feminino. O grupo que disputou o Brasileirão do ano passado foi todo dispensado e para 2020 foi montado um compilado de meninas da base que aceitaram jogar por apenas uma ajuda de custo. Em quatro jogos disputados, nenhuma vitória conquistada, além de 12 gols sofridos e apenas 1 marcado. Na 14ª colocação e com problemas no departamento da categoria, as previsões não são das melhores para a sequência da competição.  

 

Flamengo 

(Foto: Marcelo Cortes / CRF)

 

De todos os times na zona da degola, a situação do Flamengo é a menos preocupante, já que soma 6 pontos em quatro jogos disputados – diferente dos clubes que também estão na zona de rebaixamento. Vistas como favoritas ao título do Brasileirão A1 2020, a perda de peças importantes no elenco fizeram com que a adaptação fosse mais demorada e a resposta não correspondesse à altura da esperada. Goleadas de 4 a 0 e 3 a 1 para Santos e São Paulo, respectivamente, prejudicaram as meninas, que conseguiram triunfar apenas contra Ponte Preta e Minas Icesp. Ainda assim, apesar da posição não agradável, a meta, assim que voltar a competição, é subir na tabela de classificação e chegar a segunda fase, feito alcançado na temporada passada.