Paixão Alvinegra: Um amor inexplicável pelo Atlético MG.

Paixão Alvinegra: Um amor inexplicável pelo Atlético MG.

18 de agosto de 2018 Off Por Jogando Com Elas

O “Passando Pra Elas” é uma coluna semanal, onde abrimos espaço para mulheres, sejam elas torcedoras, jornalistas ou jogadoras, compartilharem um relato ou experiência do seu papel no cenário esportivo. Nesta semana, convidamos Elluh Ferreira, para falar um pouco sobre a sua relação com o Atlético MG, seu time do coração, e a relação das outras mulheres com a torcida.

Confira o relato de Elluh:

Elluh e seu pai no estádio Independência. (Foto: Arquivo Pessoal/Elluh Ferreira)

“Falar como surgiu o meu amor pelo futebol é algo complicado, afinal, como definir algo tão importante pra mim, faltaria palavras. Costumo dizer que não escolhi ser atleticana, na verdade eu nasci

atleticana, nasci amando as cores PRETO e BRANCO.
Não fui apresentada a ele pelo meu pai, fui descobrindo e aos poucos passei esse amor para família toda. Até que assistir aos jogos do Galo se tornou o programa rotineiro da família. Decidi que aquilo iria fazer parte da minha vida, e assim foi. Ao completar 17 anos, fui no meu primeiro jogo, foi uma emoção tão grande, sorrisos e lágrimas tomaram conta de mim. Ver a torcida cantando, vibrando lance a lance, preencheu o meu coração, sabia que estava no lugar certo e com o time certo.

Desde então não parei mais, veio o primeiro clássico, a primeira caravana, a primeira torcida, e veio também a primeira tatuagem para expressar o meu amor, que já estava tatuado na alma, e dessa vez estaria tatuado na pele. Uma promessa feita na libertadores 2013 (ano histórico para a torcida atleticana) e cumprida. Tatuei um trecho do hino: ” Clube Atlético Mineiro uma vez até morrer…”. Esse trecho me marca muito, afinal acredito que meu amor só terá fim quando eu morrer, isso se não tiver jogos do Galo no céu, porque se tiver continuarei fazendo minha missão lá.

Mas nem tudo foi um mar de rosas. No meu amor pelo futebol, enfrentei vários preconceitos, afinal a sociedade não esta preparada para ver muitas mulheres ocupando um espaço que até então o sexo masculino dominava. Mas que bom que esse preconceito está tendo uma diminuição e já vemos muitas mulheres ocupando seu espaço nas torcidas, no futebol e em outros lugares. Se fosse deixar um conselho, deixaria esse: Não se cale mulher, o futebol é grande e precisa do seu amor e apoio ao lado dele. Vença cada dificuldade, como se fosse uma partida. Jogue os 90 minutos sem se preocupar com o fim. Cante, vibre, lute.

FUTEBOL É PARA TODOS.”