Relação Alviverde: Uma história de amor com o Palmeiras.

Relação Alviverde: Uma história de amor com o Palmeiras.

1 de setembro de 2018 Off Por Jogando Com Elas

O “Passando Pra Elas” é uma coluna semanal, onde abrimos espaço para mulheres, sejam elas torcedoras, jornalistas ou jogadoras, compartilharem um relato ou experiência do seu papel no cenário esportivo. Nesta semana, convidamos a palmeirense Vânia de Souza Silva para falar sobre como começou o seu amor pelo seu time do coração.

Confira o relato de Vânia:

Vânia torcendo pelo seu clube do coração. (Foto: Arquivo Pessoal/Vânia de Souza Silva)

“Eu não sei dizer quando comecei a gostar de futebol, mas sei dizer exatamente quando me apaixonei pelo Palmeiras.
Comecei a acompanhar com o meu pai, o gosto sei que herdei dele, mas a paixão, essa veio com o tempo. Assistia aos jogos com eles, mas não entendia muito, porque ainda era criança. Não entendia, mas preferia bater bola do que brincar de boneca. E esse gosto me fez conhecer o Palmeiras.

Eu achava muito bacana essa “relação” que meu pai tinha com o Verdão, e eu queria também. Passei a sempre assistir jogos com ele, até que veio O JOGO: Copa do Brasil de 1999, eu tinha 10, quase 11 anos. Palmeiras e Flamengo, e o Verde estava perdendo. Meu pai estava nervoso, esbravejava, xingava, até que o milagre aconteceu: gol do Palmeiras! Um, dois, três! Júnior fez o gol de empate, num cenário onde tínhamos perdido o jogo de ida e estávamos perdendo em casa. O milagre maior, aliás, os milagres, vieram dos pés de Euller, no finzinho do segundo tempo de um jogo dramático. Me lembro como se fosse hoje, as pessoas já deixavam o estádio e meu pai dizia que tínhamos que acreditar até o fim. E eu acreditei, meu Palmeiras em campo também. 4 a 2 de virada numa noite histórica, que plantaria pra sempre em mim o amor pela Sociedade Esportiva Palmeiras. Desde então, acompanho meu Verde de perto, jogos em casa, jogos fora, feliz nas fases boas, apoiando nos momentos ruins.
Retribui o “favor” ao meu pai levando ele pra conhecer o Allianz Parque, que será pra sempre Palestra. Claro que nem sempre foi fácil, enfrentei muito preconceito e muitos comentários do tipo “futebol não é pra mulher”, “deixa de ser maria-homem”, “o que você ganha indo atrás de futebol?”. E sempre respondi: LUGAR DE MULHER É ONDE ELA QUISER, inclusive no futebol, na arquibancada, na torcida organizada ou não, apoiando e incentivando seu time do coração. E o que eu ganho com isso? Histórias, amigos, emoções e coisas que só quem ama e vive o futebol entende. E claro que não poderia deixar de citar Joelmir Beting: Explicar a emoção de ser palmeirense a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense, é simplesmente impossível!”