Veja como foi a campanha dos Estados Unidos na conquista do Tetracampeonato Mundial.

Veja como foi a campanha dos Estados Unidos na conquista do Tetracampeonato Mundial.

11 de julho de 2019 0 Por Jogando Com Elas

(Foto: FIFA)

 

Vencedoras em 2015 e favoritas ao título deste ano, a Seleção Americana chegou à França para disputa da 8ª Copa do Mundo com a missão de manter a hegemonia no futebol feminino. E a equipe treinada por Jill Ellis não decepcionou: deu show; quebrou recorde; empoderou a modalidade; mostrou o porquê são tão fortes e por fim ainda concluíram o objetivo principal: levantar a quarta taça do Mundial.

E para exemplificar um pouco do que foi a competição para os Estados Unidos, o Jogando Com Elas resolveu fazer a retrospectiva da única seleção tetracampeã do Mundo. Teve a maior goleada da história da competição, título coletivo e individual, crítica ao presidente americano Donald Trump e, claro, a conquista soberana do título mundial.

(Foto: FIFA)

 

Estados Unidos 13 x 0 Tailândia – Maior goleada da história dos Mundiais

A Seleção Americana foi a última a entrar em campo nesta Copa do Mundo, mas estreou muito bem. No dia 11 de junho, no Stade Auguste-Delaune II, os Estados Unidos enfrentaram a fraca seleção tailandesa e não tiveram dificuldade alguma para golear as adversárias. Com 5 gols de Alex Morgan; 2 de Rose Lavelle; 2 de Sam Mewis; 1 de Lindsey Horan, Megan Rapinoe, Mallory Pugh, e Carli Lloyd, venceram por 13 a 0. Com o resultado, entraram para a história ao aplicar a maior goleada de todas as edições da competição.

 

Estados Unidos 3 x 0 Chile – Jogo que classificou a seleção para o mata-mata

Cinco dias após a belíssima estreia, os Estados Unidos entraram em campo novamente. Desta vez, no Parc des Princes, onde enfrentaram e venceram a seleção chilena. Com 2 gols de Carli Lloyd e 1 de Julie Ertz, as americanas aplicaram 3 a 0 no Chile e garantiram a classificação antecipada para a segunda fase da Copa do Mundo.

 

Estados Unidos 2 x 0 Suécia – Liderança do grupo decretada

Empatadas com 6 pontos cada, Estados Unidos e Suécia entraram em campo para disputar a liderança do grupo F. No Stade Océane, as americanas levaram a melhor e, com gols de Lindsey Horan e outro contra de Andersson, venceram as suecas, avançando como líderes e com 100% de aproveitamento para o mata-mata da Copa do Mundo.

 

Estados Unidos 2 x 1 Espanha – Favoritismo confirmado

Já pela fase de mata-mata do Mundial, as americanas entraram em campo no dia 24 de junho, para enfrentar as espanholas. No Stade Auguste-Delaune II, as duas seleções fizeram uma grande partida, que surpreendeu, inclusive, boa parte do público. Logo aos 7 minutos, Megan Rapinoe abriu o placar para os Estados Unidos. Dois minutos mais tarde, Hermoso empatou para a Espanha. A partir daí o duelo ficou equilibrado, e foi ser decidido somente na segunda etapa, quando, novamente Rapinoe, em outro pênalti, marcou o segundo e decretou a vitória para sua seleção.

 

Estados Unidos 2 x 1 França – Batendo as donas da casa

Única seleção não europeia que chegou a fase de quartas de final da competição, os Estados Unidos além de ir em busca de manter a hegemonia, teria que superar a boa seleção francesa, que jogava em casa. Com o Parc des Princes lotado, as americanas mostraram não sentir a pressão e com dois gols de Rapinoe venceram as anfitriãs, avançando para a fase seguinte.

 

Estados Unidos 2 x 1 Inglaterra – Há um passo do título

No Parc Olympique Lyonnais, americanas e inglesas entraram em campo para disputar uma vaga na final. E o duelo fez justiça ao fato de ambas as seleções estarem na semifinal da competição. Em 90 minutos de muita emoção, os Estados Unidos mostrou sua força e com gols de Christen Press e Alex Morgan, carimbaram a vaga na grande final da Copa do Mundo.

 

Estados Unidos 2 x 0 Holanda – É TETRA!

E o dia da grande final chegou. Com o Parc Olympique Lyonnais completamente lotado, a experiência americana encarou a bravura holandesa. De um lado estavam as atuais campeãs do mundo; do outro as vencedoras da última Eurocopa. E no último domingo (7), 90 minutos da decisão de uma Copa do Mundo que marcará época. A soberania da seleção em que mais investe no futebol feminino se deu melhor, e com gols de Megan Rapinoe e Rose Lavelle decretaram o título para os Estados Unidos.

 

Dado interessante: a Seleção Americana marcou antes dos 15 primeiros minutos em seis das sete partidas disputadas no Mundial. O único confronto em que não abriu o placar antes deste período foi na final, quando fez apenas na segunda etapa.

 

E as boas atuações ao longo da competição deram resultados. Além da quarta taça no armário, premiações individuais foram conquistas por jogadoras americanas. Megan Rapinoe, Alex Morgan e Rose Lavelle garantiram seus troféus.

Megan Rapinoe: a capitã americana ganhou a chuteira de ouro – foi a artilheira do Mundial com seis gols (Alex Morgan e Ellen White também marcaram seis vezes); e também foi eleita a melhor jogadora da competição, ganhando a bola de ouro.

(Foto: FIFA)

 

Alex Morgan: também com seis gols, a atacante dos Estados Unidos ficou com a chuteira de prata.

Rose Lavelle: considerada o motorzinho da equipe americana, Rose Lavelle ficou com a bola de bronze, sendo considerada a terceira melhor jogadora do Mundial.

Mas não foi somente dentro das quatro linhas que as americanas deram show. Fora de campo, a capitã Megan Rapinoe chamou a atenção ao deixar nítida a sua posição quanto a postura do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ao longo do torneio houve trocas de farpas entre a jogadora e o governante envolvendo questões relacionadas ao tratamento da modalidade no país.

Além de Trump, a atleta cobrou mais investimento na categoria por parte da FIFA e respeito às mulheres que praticam o esporte.